“Respeitável público, sejam todos bem vindos ao Circo!” O apresentador do circo havia dito. Eu estava sentada na última cadeira da última fileira, mal podia ver o espetáculo. Havia anos que eu não ia ao circo. Um senhor muito simpático me ofereceu uma pipoca, comprei-lhe a pipoca. O palhaço apareceu, e logo pude escutar as risadas alheias, atentamente olhei para o palco. Aquele rosto, aquele jeito, aquele andar... Irreconhecível. O espetáculo contiuara e logo me levantei e retirei-me de dentro do circo, partindo para a porta dos fundos do local. Entrei no camarim, e podia ver os “atores” se preparando para o espetáculo. Risadas, risadas e risadas eu podia escutar. “Quando o palhaço sairá do palco?” Perguntei para um acrobata. “Daqui alguns cinco minutos!” Ele me falou agitado. Abri um sorriso ao escutá-lo falando aquilo. Sentei-me no chão e esperava-o com pensamentos positivos. “Ei, tem uma moça ali esperando por ti.” Escutei uma voz baixa e roca apontando para mim de longe. O palhaço veio lentamente em minha direção, eu podia ver os olhos dele vidrados em mim enquanto ele vinha; ele se aproximou. Sentou-se ao meu lado. “Olá?” Ele ‘perguntou’ com um sorriso. Era ele. “Scott?” Perguntei com uma voz abafada. “Como sabes?” Ele levantou-se se afastando. “Sou eu.” Eu disse. “Você está morta!” Ele me olhou com uma lágrima no olhar. “Não estou.” Falei com uma voz de choro. “Abraça-me. Estou com saudades.” Eu pedi. Logo pude ver lágrimas escorrerem pelo rosto tão doce dele, e fazendo a maquiagem borrar. Eu me levantei e o abracei. “Um palhaço não chora.” Falei enquanto limpava as lágrimas dele. “São lágrimas de felicidade.” Ele me apertou.



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