"O professor de Artes havia dado uma folha em branco para os alunos. Uma folha vazia, sem vida alguma. Ele disse que queria que os alunos desenhassem na folha o que eles estavam sentindo, era para eles soltarem a criatividade. Logo, podiam-se ver os alunos empolgados, desenhando coisas surpreendentemente encantadoras. Desde desenhos em preto e branco, até desenhos extremamente coloridos. Ao término da aula, ele disse para os alunos concluírem os desenhos, e trazerem na próxima aula, para que eles pudessem apresentar o trabalho, falando o porquê do desenho, o que ele significava.
Passou uma semana, e a aula de Artes acabara de começar, novamente. O professor sentou-se em sua mesa, e pediu para que um a um fosse à frente apresentar teus desenhos. Uma garota começou, apresentando um desenho extremamente encantador, com cores vivas e fortes. E assim foi, até que só faltava um menino, que estava no fundo da sala, sentado, solitário. O professor o chamou, e ele se levantou, indo até a frente da sala de cabeça baixa. O garoto mostrou para a turma uma folha em branco, vazia, assim como o professor havia entregado.
- Tu não fizeste o dever, meu caro? – O professor perguntou.
- Eu fiz. – O menino respondeu.
- Por que está tudo em branco? – O professor indignado perguntou, novamente.
- Porque tu havias dito que era para desenharmos o que nós estávamos sentindo. E eu me sinto assim... Vazio. Sem esperanças, apagado, em branco. Sem sentimentos. – O garoto falou encarando o chão. O professor observou-o, e logo o sinal tocou, fazendo assim, todos saírem da classe."
sábado, 28 de novembro de 2009
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