sábado, 28 de novembro de 2009

Vazio.

"O professor de Artes havia dado uma folha em branco para os alunos. Uma folha vazia, sem vida alguma. Ele disse que queria que os alunos desenhassem na folha o que eles estavam sentindo, era para eles soltarem a criatividade. Logo, podiam-se ver os alunos empolgados, desenhando coisas surpreendentemente encantadoras. Desde desenhos em preto e branco, até desenhos extremamente coloridos. Ao término da aula, ele disse para os alunos concluírem os desenhos, e trazerem na próxima aula, para que eles pudessem apresentar o trabalho, falando o porquê do desenho, o que ele significava.
Passou uma semana, e a aula de Artes acabara de começar, novamente. O professor sentou-se em sua mesa, e pediu para que um a um fosse à frente apresentar teus desenhos. Uma garota começou, apresentando um desenho extremamente encantador, com cores vivas e fortes. E assim foi, até que só faltava um menino, que estava no fundo da sala, sentado, solitário. O professor o chamou, e ele se levantou, indo até a frente da sala de cabeça baixa. O garoto mostrou para a turma uma folha em branco, vazia, assim como o professor havia entregado.
- Tu não fizeste o dever, meu caro? – O professor perguntou.
- Eu fiz. – O menino respondeu.
- Por que está tudo em branco? – O professor indignado perguntou, novamente.
- Porque tu havias dito que era para desenharmos o que nós estávamos sentindo. E eu me sinto assim... Vazio. Sem esperanças, apagado, em branco. Sem sentimentos. – O garoto falou encarando o chão. O professor observou-o, e logo o sinal tocou, fazendo assim, todos saírem da classe."

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