sábado, 31 de outubro de 2009

Eu me sentia morta.

“Ele me abraçou, e deu-me um beijo. Eu já não o entendia, há alguns minutos atrás ele falava que me odiava e que nunca mais queria me ver. E logo depois, já havia me dado um beijo. Eu realmente odeio quando ele faz isso, mas eu não podia pensar em nada mais, além dos seus lábios tocando os meus... Eram realmente tentadores, e impossíveis de se largar. Seus olhos negros, seu cabelo liso e preto, sua pele branca e seus lábios vermelhos... Nós ali, sozinhos. Ele me abraçou, e deu-me um beijo. Escutei uns passos, não sabia de quem era, deveria ser algum amigo dele... Ele parou o beijo, e logo tapou minha boca.
- Eu te amo. – Ele disse com uma lágrima escorrendo de teu olhar.
- Eu também. – Eu disse abafadamente pelas mãos dele, sem entender nada.
Logo, a porta do quarto dele se abrira, e era alguém, eu não fazia a menor idéia de quem era. Apenas vi um vulto, quando fui a perceber ele estava caído no chão, sangrando. O homem havia ido embora e eu não sabia o que fazer. Joguei-me em cima dele, e senti uma lágrima cair do meu olho. Encostei minha cabeça em seu coração, e logo não sentia mais o coração dele bater. Agarrei-o como se nunca fosse soltá-lo. Eu o amava. Não poderia me conformar. A polícia chegou, ele havia sido morto. O assassino? Não descobriram... Pelo menos não que eu saiba. Um mês, dois meses, três meses se passaram. Aquela dor não passava, eu não poderia viver sem ele. Ele me falava que se fosse para ele morrer algum dia, ele morreria por alguém que ele amasse. Encontrei uma carta dele no fundo das minhas gavetas: “Eu te amo. Você sempre será minha, se me pegarem, lembre-se de mim. Viva.” Por que o pegaram? O quê aconteceu? Eu não podia entender! Peguei o carro da minha mãe, fui para o farol, que era afastado da cidade. Subi. Olhava para baixo, olhava para cima, seria ali o meu fim. Porque eu não estava viva sem ele, para quê ficar viva? Eu me sentia morta desde a morte dele. Joguei-me.”

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