domingo, 24 de janeiro de 2010
Angustia.
Eu estava sentada naquele ambiente desconhecido pelos meus olhos, pilastras brancas rodeavam o local, o piso de granito, tão belo... Olhava-se para o teto e viam-se belos anjos pendurados e algumas esculturas grudadas nas paredes. Os compridos bancos de madeira enchiam o local em longas filas indianas. O silêncio tomava conta do lugar, eu podia sentir a tranqüilidade bater em meus pensamentos e não querer sair mais. Igrejas normalmente me dão medo, parecem ser um local na qual teus pensamentos estão sendo lidos e tua privacidade é completamente retirada de ti. Mas, essa era diferente; transparecia fleuma. Um grande relógio ficava grudado à parede, podia-se escutar o barulho dos ponteiros movimentando-se, eu não via a hora de ele chegar. Eu não via à hora de poder finalmente reencontrá-lo, de poder abraçá-lo e beijá-lo. Os minutos pareciam uma eternidade, o ambiente parecia cada vez ficar mais frio. Eu precisava do calor dele, naquele instante, eu precisava sentir a respiração dele e arrepiar-me com os toques gélidos e ao mesmo tempo, tão quentes, dele. A cada pessoa que entrava naquele local, eu olhava, e a cada pessoa que eu via que não era ele, era uma decepção. Ele sempre fora pontual, não será desta vez que ele não será. A angustia ascendia a minha cabeça, a saliva parecia ser um veneno que ao ser engolido, doía. Uma última gota de esperança percorria pelo meu sangue fervoroso, eu olhava para trás e em um segundo podia ver os doces movimentos dele seguindo em frente, em minha direção. A minha vontade era apenas levantar-me e sair correndo ao encontro dele; mas, eu não podia. Eu estava em uma Igreja. Permanecia sentada, esperando que seus doces passos chegassem ao local onde eu estava sentada. Em alguns instantes pude vê-lo sentando-se ao meu lado; colocou uma de suas mãos por cima da minha e fechou os olhos, – eu adoraria saber que diabos ele estava pensando, naquele exato momento. – ao abrir seus olhos, soltou um suspiro daqueles que eu me derretia e sussurrou em meu ouvido: "Sabes por que eu escolhi uma Igreja para nos encontrarmos?" Eu respondi um ‘não’ com a cabeça. Ele disse: "Para que a primeira coisa que eu pudesse fazer fosse agradecer a Deus por ter dado-me mais uma chance de tê-la;"
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